top of page

PERCEPÇÃO DE VALOR EM TEMPOS DE ISOLAMENTO SOCIAL

  • 17 de jun. de 2020
  • 2 min de leitura

Atualizado: 10 de fev. de 2022

A pandemia do Coronavírus, COVID-19, impôs em escala mundial um isolamento social que obriga a população a permanecer em casa. Lojas foram fechadas e impedidas de abrir, shopping centers estão com os cadeados nos portões de entrada, escolas foram fechadas e alunos trancafiados em casa, entre tantas outras coisas. A rotina de milhões de brasileiros teve uma reviravolta nunca vivida antes e que pode ser comparada somente com o que foi vivido da Segunda Guerra Mundial.


Neste tempo de isolamento social, a percepção de valor sofre uma rápida mudança. Coisas que antes não tinham valor, de repente, passam a ter um significado tremendo. Um exemplo disso é o direito de ir e vir, visto que não é possível entrar em um ônibus e viajar para outra cidade, ou pior, em muitos casos não ser possível retornar para casa.


Além disso, itens como álcool gel e máscaras viraram produtos de alta procura, o que fez com que os preços disparassem. Principalmente em alguns lugares, sem escrúpulos, que se aproveitam da situação e cobram o dobro, triplo ou até mesmo cinco ou dez vezes mais do que o preço normal.


É a questão da oferta e da demanda. Isso ocorre porque existem pessoas que entram em desespero e pagam qualquer preço. A percepção do preço muda de valor. Uma mercadoria passa a ser disputada pela sua necessidade, e não pelo seu preço. É como alguém vender água mineral no deserto.


Por outro lado, quando as pessoas consomem somente os produtos de necessidades básicas, segundo a pirâmide de Maslow, o fator preço deixa de ser o atrativo. Um exemplo disso é que no domingo, dia 03/Maio, observei um posto de gasolina com bandeira famosa, bem localizado e com tudo limpinho vendendo o litro do etanol por R$ 2,399. O preço normal do etanol é entre R$ 2,699 e R$ 2,899, e até pouco tempo atrás, antes da pandemia, o preço passava de R$ 3,000. Porém, com o menor consumo, os comerciantes estão ajustando os preços até onde suas margens permitem.


Então, vender por R$2,399 acredito que seria abaixo do custo de aquisição desse produto. Ocorre que, se a população está impedida de sair de casa, o preço baixo não significa nada. Assim, o comerciante que baixar o preço, provavelmente continuará vendendo pouco, e só irá piorar o seu ganho.


Portanto, em tempos de isolamento social, é importante sermos cidadãos e manter o compromisso de servir a população com um preço justo, nesse exemplo que compense o lucro de cada litro vendido, ao mesmo tempo em que possamos ajudar os pequenos negócios, comprando de comerciantes do bairro. Se cada um fizer a sua parte, sairemos logo disso e com o menor impacto econômico possível.


Posts recentes

Ver tudo

Comentários


bottom of page