APRENDENDO A TECER A CULTURA DO CONTROLE FINANCEIRO PELO CAMINHO DA EVOLUÇÃO CONTÍNUA
- 28 de abr.
- 2 min de leitura
Implantar o controle financeiro por meio da Demonstração de Resultados é, antes de tudo, um processo de tecer pouco a pouco, a cultura de Controle Financeiro na organização. A sabedoria ensina que é melhor começar primeiro e aprimorar depois, do que querer a perfeição e nunca começar.
Normalmente, os dados já existem. Já estão no sistema, porém, cada área enxerga de um jeito, cada sócio interpreta de uma forma, e a conversa sobre resultado se perde em disputa de opiniões. Falta um ponto de convergência, um relatório que sirva como base comum. É aí que entra a Demonstração de Resultados, reunindo os dados espalhados.
Quando iniciamos esse trabalho, como consultores externos, algo curioso acontece. Pegamos exatamente os mesmos dados que a empresa já possui e estruturamos numa Demonstração. Ao apresentar, surgem as primeiras reações como: “está errado”, “esse número não pode ser assim”. E talvez, de fato, haja erros.
Procuramos mostrar o relatório, usando os dados do jeito que está no sistema, sem se envolver com as emoções. Se está no sistema desse jeito, é porque os funcionários estão trabalhando assim. A boa notícia é que, ao corrigir um erro no sistema, este fica concertado para toda a empresa.
Entre apontar uma montanha de erros e não resolver nenhum, escolhemos corrigir um erro por vez. Um lançamento ajustado hoje, outro amanhã. Esse processo, aparentemente lento, gera um efeito poderoso: a educação. Cada correção ensina. Quem executa, compreende o processo, e passa a fazer certo dali em diante.
Com o passar dos meses, os sócios da empresa aceitam o hábito de se reunir. De olhar para os números. De debater com base em fatos. A conversa evolui. O que antes era discussão emocional se transforma em análise racional. Após cerca de doze meses, muitos dos erros iniciais já desaparecem. Sem imposição, por repetição e aprendizado. O time amadurece. O processo se ajusta na realidade da empresa. A Demonstração de Resultados passa a ser uma ferramenta de gestão.
E então surge um novo movimento, quase natural: a curiosidade. Se já conseguiu enxergar o resultado geral, por que não aprofundar? Em analisar por linha de produtos, por clientes ou por contratos? O olhar evolui do todo para o detalhe.
O segredo nunca esteve na perfeição inicial. Sempre esteve em iniciar. Começar, mesmo imperfeito, e seguir aperfeiçoando. Mês a mês. Reunião a reunião. Assim, a empresa aprende a tecer a cultura de controle pelo caminho lento da evolução contínua.
Veja também no you tube:

Comentários