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ESTOQUE RUIM: O CUSTO INVISÍVEL QUE REDUZ O LUCRO DA EMPRESA

18 de ago.
2 min de leitura

Quando se fala de Estoque Ruim, pensamos no capital parado. Mas o prejuízo vai além do dinheiro investido na compra daquele material. O estoque sem utilidade continua gerando despesas todos os dias, sem produzir receita.


Uma mercadoria vencida, uma peça obsoleta ou um lote que jamais será utilizado. Ela ocupa espaço no depósito, exige prateleiras, dificulta a organização e obriga funcionários a movimentar sempre que precisam pegar estoque bom. Na prática, esse estoque passou a consumir recursos da empresa sem oferecer qualquer retorno.


O primeiro custo invisível seria o espaço físico. Quanto maior o volume de materiais inúteis, maior a necessidade de área para armazenagem. Isso representa aluguel, construção, manutenção, limpeza, iluminação, energia elétrica etc.


Existe também o custo da mão de obra. Funcionários gastam tempo organizando, contando, deslocando e procurando materiais em depósitos congestionados. Muitas vezes, um item de giro demora a ser encontrado porque está escondido atrás de objetos que já deveriam ter sido descartados há muito tempo.


Outro custo pouco percebido aparece nos inventários. Quanto maior o estoque, maior o tempo gasto em contagens, conferências e controles. A empresa trabalha mais para administrar um patrimônio que, na realidade, já perdeu seu valor econômico.


Além disso, existe o custo financeiro. O dinheiro investido naquele material poderia estar comprando produtos de maior giro, reduzindo dívidas, financiando novos projetos ou simplesmente fortalecendo o caixa da empresa. Em vez disso, permanece deitado sem gerar riqueza.


Estoque parado gera um efeito ruim no ambiente. Depósitos desorganizados transmitem sensação de abandono. Aos poucos, outros materiais sem utilidade, começam a ser empilhados no mesmo lugar. O estoque ruim passa a atrair mais estoque ruim.


Empresas organizadas tem uma característica boa: elas tomam decisões. Quando um material deixa de cumprir sua função, ele é vendido, ou reciclado, doado ou descartado. Manter indefinidamente no depósito, é sempre uma alternativa ruim.


Limpar o estoque não significa destruir o patrimônio. Significa reconhecer a realidade. O verdadeiro patrimônio da empresa é aquele que atende clientes e cria valor, vira receita. Todo estoque ruim merece ser tratado com respeito, dando-lhe o melhor destino, para que a energia da empresa seja direcionada ao que realmente produz bons resultados.



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