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ERRO DE COMPRA: O DIREITO DE ERRAR E O DEVER DE APRENDER

2 de set.
2 min de leitura

Nenhum comprador consegue acertar 100% das compras, o tempo todo. Por mais experiência, conhecimento do mercado e cuidado que tenha, haverá momentos em que uma compra não produzirá o resultado esperado. Isso faz parte da atividade de comprar.


O desafio está em elevar o índice de acerto, buscando a cada compra aproximar dos 100%. Para isso, o bom é incentivar reconhecer o erro de compra, de forma transparente, um sistema que mede a quantidade e o valor do erro, em relação ao todo, para compreender as causas e, o mais importante, aprender com os erros cometidos, transformando cada experiência em melhorar na próxima compra, sempre.


Comprar é decidir onde colocar o dinheiro da empresa. Por isso, quem exerce essa função, carrega uma grande responsabilidade. Quando acerta, apenas cumpriu a obrigação. Quando dá errado, toma uma proporção ruim e transforma o comprador em alvo de cobrança. Ambiente assim, cria medo, e o medo inibe a evolução.


Uma empresa madura precisa criar espaço para o erro ser identificado e tratado com transparência. Uma forma prática de fazer isso é criar, na contabilidade, uma conta específica chamada “Erro de Compra”. Sempre que uma compra resultar em erro, seja pela quantidade, seja pela qualidade, seja no preço ou outro motivo, este valor pode ser monitorado, mensalmente pelo índice registrado no sistema.


O mais importante é que esse controle seja feito pelo próprio comprador. A assunção de responsabilidade é fundamental para evitar o sentimento de culpa. Tornar público a quantidade de erros e o valor envolvido, torna leve a evolução natural.


Quando esses números aparecem, a empresa passa a trabalhar com fatos. Fica possível reconhecer quem apresenta melhor índice de acerto, compreender onde estão os principais erros e permitir que um comprador aprenda com a experiência do outro. Evite competição para nunca cair na armadilha de apontar culpados. E sim vivenciar experiências para melhorar as próximas compras, continuamente.


Essa transparência também traz alívio para quem compra. O comprador sabe que seu trabalho será medido com justiça: seus acertos serão reconhecidos e seus erros serão registrados, conhecidos e analisados. Isso é muito diferente de carregar calado o medo de que cada decisão possa se transformar em culpa.


Conviver com o erro não significa passar a mão na cabeça de ninguém. Significa olhar o erro de frente, reconhecer sua existência, medir sua dimensão e aprender com ele. Afinal, sabendo que o erro de compra existe, então, o melhor caminho é transformar em informações. Quando a informação é compartilhada, o erro de compra se transforma em aprendizado de todos.



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